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Na próxima segunda, 22 de maio, às 19h, a Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ), a mais antiga orquestra do Rio de Janeiro, se apresenta no Salão Leopoldo Miguez, no histórico prédio da Escola de Música da UFRJ. A sala foi inaugurada em 1922 e é considerada a de melhor acústica da cidade.

O Programa

O programa inclui três grandes compositores, como Ravel, Sarasate e Mahler, e traz três jovens solistas em peças do final do século XIX e início do século XX, sob a regência de Felipe Prazeres. O primeiro solista a se apresentar é Gabriel Vieira, aluno de harpa da Escola de Música, aprovado no concurso anual para solistas da OSUFRJ. Ele toca harpa na execução da peça Introdução e Allegro, de Maurice Ravel.

A violinista Priscila Plata Rato vem em seguida. Ela é uma das mais expressivas de sua geração e toca com a orquestra a Fantasia Carmen, de Pablo de Sarasate, compositor e violinista espanhol radicado na França na segunda metade do século XIX. Sarasate compunha peças para integrar o seu próprio repertório, e compôs esta fantasia sob a ópera Carmen, de Bizet, que explora os temas da música da ópera e exige técnica apurada do solista.

O concerto se encerra com a Sinfonia nº 4, de Gustav Mahler, um dos mais importantes compositores de música sinfônica. Por ser uma sinfonia bastante lírica e pouco dramática, em comparação às demais sinfonias do compositor, a obra foi escrita para soprano e orquestra. No quarto movimento, Das himmlische Leben (A Vida Celestial), Mahler retoma uma de suas canções (Lied) escrita alguns anos antes, na qual uma voz de soprano enuncia os prazeres gastronômicos do céu. A soprano que faz a peça de Mahler com a OSUFRJ é a solista Luisa Suarez, cantora revelação de 2016 pelo Jornal O Globo, e ex-aluna da Escola de Música da UFRJ.

 

O Regente Felipe Prazeres

Felipe é um dos mais conceituados músicos de sua geração. Atua como spalla da Orquestra Petrobras Sinfônica (OPES) desde 2001. Atualmente, exerce as funções de regente assistente de Isaac Karabtchevsky e regente da Academia Juvenil, projeto educativo da OPES. É também diretor artístico da Orquestra Johann Sebastian Rio. Na função de regente, já esteve à frente de orquestras como a World Youth Symphony, na Itália, OPES, Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA) e Orquestra Sinfônica da Escola de Música da UFRJ (ORSEM). E, como solista, atuou ao lado das principais orquestras do Brasil, como OPES, OSB, OSPA, OSBA, OFES e ORSEM.

O Solista Gabriel Vieira (harpa)

Gabriel iniciou seus estudos de música aos 9 anos. Aos 12 anos, teve os primeiros contatos com a harpa por meio do projeto social Música Para Todos. Ele se dedica ao estudo do instrumento e participa de festivais e máster classes pelo Brasil. Em 2016, ingressou no Bacharelado em Harpa na Escola de Música da UFRJ. E, hoje, é membro da Orquestra Sinfônica da UFRJ e atua em grupos como a Orquestra Petrobras Sinfônica.

A Solista Priscila Plata Rato (violino)

Priscila venceu o Concurso Jovens Solistas da OSBA aos 14 anos e tocou com Salomão Rabinovitz, então spalla da orquestra. Ela estudou na Suíça, na Academia Menuhin, e já foi spalla da Orquestra Sinfônica da Bahia. Hoje, é violinista da Orquestra Sinfônica Brasileira, mas também foi integrante da Orquestra Camerata Jovem e da Orquestra Sinfônica Brasileira Jovem.

A Solista Luisa Suarez (Soprano)

Luisa é bacharel em Artes Dramáticas pela Universidade de Toronto (Canadá) e em Canto pela Escola de Música da UFRJ. Ela estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro na ópera Orfeu e Eurídice (Gluck) e participou da Academia de Ópera Bidu Sayão do Theatro Municipal. Integrou o elenco da ópera O Menino Maluquinho, de Ernani Aguiar, e da ópera Pygmalion, de Rameau. Foi solista no concerto “Natal das Mulheres”, com a Orquestra Sinfônica da Bahia, cantou no concerto “Les Mélodies”, na Sala Cecilia Meirelles, no Rio de Janeiro, e também se apresentou em vários recitais.

A Orquestra Sinfônica da UFRJ (OSUFRJ)

A OSUFRJ surgiu na Primeira República quando o Instituto Nacional de Música (INM), herdeiro do antigo Conservatório fundado por Francisco Manuel da Silva (1795-1865), em 1848, era a única instituição federal de ensino musical do país. Diversos regentes atuaram na Orquestra, entre os quais os compositores Francisco Mignone (1897-1986), Oscar Lorenzo Fernandez (1897-1948) e José Siqueira (1907-1985) e os maestros Souza Lima (1898-1982), Armando Belardi (1900-1989), Eleazar de Carvalho (1912-1996), Mário Tavares (1928-2003) e Henrique Morelenbaum (1931).

As óperas passaram a fazer parte da temporada anual de concertos a partir de 1949. E, em 1969, a Orquestra foi reformulada quando o maestro Raphael Baptista (1909-1984) foi nomeado regente titular. O maestro Roberto Duarte o sucedeu em 1979. Desde 1998, está sob a direção artística dos maestros André Cardoso e Ernani Aguiar.

Em 1997, a OSUFRJ realizou a gravação integral do Colombo, de Carlos Gomes (1836-1896), que rendeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de “Melhor CD de 1998” e o Prêmio Sharp 1998 de “Melhor CD” na categoria Música Erudita.

Atualmente, a Orquestra participa de importantes eventos da cena musical carioca, como o Festival Villa-Lobos e a Bienal de Música Brasileira Contemporânea, e se apresenta nas principais salas de concertos, como o Theatro Municipal e a Sala Cecília Meireles. Na Escola de Música da UFRJ, se apresenta com frequência no Salão Leopoldo Miguez, onde os concertos são gratuitos.

As funções acadêmicas da OSUFRJ visam, principalmente, o treinamento e a formação de novos profissionais de orquestra, solistas e regentes, além de ser importante para a divulgação de obras de compositores brasileiros jovens e dos já consagrados. Uma de suas principais características é a valorização da produção musical brasileira de todos os tempos, com a execução de mais de uma centena de obras em estreia mundial.

A Escola de Música da UFRJ fica na rua do Passeio, 98, Lapa.

A entrada é franca, sem distribuição de senhas.

 

 

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