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Danças, performances, apresentações musicais e oficinas fizeram parte do evento universitário

Foto 1 Cia Folclorica da UFRJ na abertura

A praça é do povo. Com essa premissa, o Largo do Machado foi o espaço escolhido para a realização da Abertura do II Festival Interuniversitário de Cultura 2017. A data escolhida não poderia ter sido diferente. Dia 5 de novembro, que é conhecido como o Dia Nacional da Cultura, resultou em um domingo repleto de atividades para todos os gostos.

A chuva que ameaçava cair não afastou o público que aguardava ansioso pelo início do evento. Às 16h, uma multidão animada ajudou a parar o trânsito para que a Companhia Folclórica do Rio-UFRJ realizasse cortejo até a escadaria da histórica Igreja da Glória, o ponto de partida para a festa. Ao longo de uma hora, espectadores e integrantes do grupo se misturaram durante o espetáculo repleto de dança e encenações folclóricas. “Foi uma honra poder mostrar a união da cultura popular com o saber produzido na UFRJ, e a forma como podemos transformar esse cenário”, disse Lola, coordenadora da companhia.

Foto 2 Publico no Largo do Machado

 Em seguida, os poetas Sady Bianchin e Sombra deram continuidade ao festejo. Os artistas exibiram uma performance com linguagem própria, definida por eles como “mímica poética”. Segundo Bianchin, a ideia era mostrar a multilinguagem como um instrumento de transformação da realidade. “A estética da praça é o melhor lugar, pois é um espaço democrático, onde é possível ter esse diálogo com a poesia e o público”, diz. Após a dupla, foi a vez do Coral Altivoz da UERJ ocupar o palco e entoar o ritmo do evento. “Acho muito importante a universidade sair do espaço acadêmico e vir pra rua. É aqui que devemos estabelecer esse vínculo, que, muitas vezes, está perdido”, reforça o regente Mário Assef.

Foto 3 Sady Bianchin e Sombra

Ao compartilhar da mesma ideia sobre a importância de ocupar espaços públicos, André Meyer, diretor da Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ, que também realizou uma bela apresentação no Festival, disse: “É sempre bom ver que o público interage com os movimentos e as pessoas estão abertas para essa troca”. Outra importante questão foi trazida na apresentação dos Cancioneiros do Instituto de Psiquiatria (IPUB/UFRJ). O projeto musical visa mudar o padrão cultural no âmbito da saúde mental. “O intuito é derrubar as barreiras do preconceito com os pacientes, ao mesmo tempo em que faz com que eles se aceitem, e aceitem que podem fazer de tudo”, comenta Orlando, vocalista do grupo.

Após a bela mensagem dos Cancioneiros, a atriz Berenice Xavier, da Trupe DiVersos, realizou performance com um poema inspirado em Dom Quixote. Em seguida, o poeta Mano Melo também deixou o seu recado: “É importante ressaltar que a cultura não é apenas uma questão de marketing, mas algo muito mais profundo e popular. É importante que sementes sejam plantadas justamente assim, ao ar livre, nos teatros, nas ruas, mas que seja algo livre, como a arte deve ser.”

Ao pensar nessa interação, o Festival também proporcionou algumas atividades simultâneas às apresentações, como foi o caso da intervenção RUATUA, composta por dois objetos, o cartaz triangulado e a caixa do irreal, que interagiam com o pedestre como forma de provocação à relação cotidiana com a rua. “A intervenção urbana é o resultado da investigação da rotina das pessoas em seus locais diários de trânsito e a falta de conexão pessoa-lugar e pessoa-pessoa”, explica a idealizadora do projeto Érika Toledo.

Outra atividade paralela foi a Ciranda de Jogos e Brincadeiras: Incentivando o Gosto pela Matemática. Segundo a idealizadora Nedir do Espírito Santo, a atividade consiste em um conjunto variado de jogos que utilizam princípios matemáticos. “Esses jogos são feitos pelos alunos do curso de Licenciatura em Matemática da UFRJ. Lá, a gente estimula o trabalho com material concreto pra facilitar o aprendizado”, diz. Logo ao lado da oficina de jogos, a aula de tai chi chuan foi outra opção para o público. “Nesse momento de crise, escolher diversas articulações possíveis de intervir e chamar a atenção das pessoas é sempre válido. O tai chi nos ajuda a olhar para dentro e não se deixa interferir pelo que está ao redor”, explica o professor Bob Melo.

Foto 4 Ciranda de Jogos e Brincadeiras

Já ao fim do dia, sem sinal de nenhuma chuva, a praça do Largo do Machado aguardava pelo encerramento do Festival. Às 19h, o Grupo de Choro Sôdade Brasilis finalizou o evento com uma bela homenagem aos 120 anos de nascimento do mestre Pixinguinha. “O FestFIC é a oportunidade de união das universidades nesse momento delicado, socioeconômico do Rio de Janeiro. Então, a cultura serve como um alívio dentro dessas tensões cotidianas”, conclui Sérgio Álvares, coordenador do grupo.

 

Rosa Andrade

 

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