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FOTO 1. MESA CERIMONIA

No dia 13 de abril, sexta, o paleontólogo Alexander Kellner tomou posse como diretor do Museu Nacional (MN) da UFRJ. O professor realçou seu compromisso com a revitalização do espaço e melhoria do acesso e aumento do número de visitantes. A mesa de cerimônia foi composta pelo diretor, pelo reitor da UFRJ, Roberto Leher; pela vice-reitora, Denise Fernandes Lopez Nascimento; pela vice-diretora do MN, Cristiana Serejo; pela ex-diretora do MN, Cláudia Rodrigues Ferreira de Carvalho; e pelo representante da coordenação do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Paulo César Caetano. Também estiveram presentes autoridades da universidade, de centros culturais e instituições relacionadas a museus, centros pesquisa e ciências, políticos, representantes da Quinta da Boa da Vista e da guarda municipal entre outros.

A posse oficial ocorreu no dia 7 de fevereiro deste ano, em cerimônia reservada, no gabinete da vice-reitora da universidade. Kellner foi vencedor da eleição com 63,72% dos votos, em consulta realizada em setembro de 2017 junto ao corpo social da instituição. Também participam da nova gestão os professores Luiz Fernando Dias Duarte (diretor adjunto técnico-científico), Lygia Dolores Ribeiro de Santiago Fernandes (diretora adjunta de Ensino) e o museólogo Wagner William Martins (diretor adjunto administrativo).

 

A nova Gestão

FOTO 2 KELLNER

Dentre as prioridades do novo diretor estão as atividades em comemoração aos 200 anos (6 de junho de 2018) do Museu Nacional, criado por Dom João VI em 6 de junho de 1818, e a revitalização de vários setores. Além de reformas em vários espaços, tem como meta atingir o número de um milhão de visitantes por ano. Em seu discurso, Kellner relembra a história e destacou os momentos de maior desenvolvimento do Museu, de seu acervo, pesquisas e pesquisadores que passaram pelo local. Ele menciona que “não é por acaso que o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) quer consagrar o bicentenário do Museu Nacional e realizar, entre outras coisas, um seminário para comemorar os 200 anos de museus no nosso país”. O MN é considerado um marco em relação ao patrimônio cultural histórico e de acervos. Também fala sobre a estagnação dos últimos tempos, sem a instituição acompanhar o desenvolvimento nacional. E ressalta ainda a necessidade de impulsionar o progresso institucional, científico e cultural, novamente, considerando o valor e potencial do Museu.

Para o diretor, o bicentenário “é um momento de reflexão, de pensar o que queremos. O que teremos, como vamos fazer e de que forma queremos fazer”. Diante do momento político atual, ele se mantém otimista, motivado e deseja que o Museu reassuma o protagonismo de outras épocas. Para isso, reforça que será necessário muito trabalho e dedicação. Considera que deve começar de “dentro da casa”, avaliando o posicionamento do Museu no organograma da universidade e o fato de ser uma instituição que pertence à sociedade brasileira. Por esse motivo, avalia como necessária a revitalização do espaço e cita o desejo de, além das reformas estruturais, iniciar esse processo com a realização de uma exposição de minerologia. Relembra também que era um tema que a Princesa Isabel se interessava muito.

Para o novo momento da instituição, Kellner convida para se associarem ao projeto todo o poder público, empresas particulares e estatais e todas as pessoas. Complementa: “Eu insisto. É um projeto vencedor. Fazer com que a gente consiga voltar a tomar um lugar de destaque no cenário da cidade, no cenário do país e pensar esta instituição para além dos 200 anos”.

FOTO 3. FOSSIL PTERO

Durante a cerimônia, foi apresentado pela primeira vez no local um fóssil de pterossauro, réptil voador, que viveu no período mesozoico e foi extinto há 65 milhões de anos. Apesar de ser contemporâneo dos dinossauros, não é considerados um deles. Os principais fósseis dessa espécie encontrados no Brasil vêm da região do Araripe (CE). O exemplar foi doado ao Museu pela família Borgomanero, que o mantinha em sua casa há quarenta anos. O público já pode conhecê-lo juntamente com uma réplica que corresponde à parte do animal que foi encontrada.

No encerramento, o reitor Roberto Leher fez comentários gerais sobre a situação que se encontra o país e a universidade, refletida também nas dificuldades que passa o Museu. Falou da necessidade complexa da instituição que requer setores de restauro, conservação, classificação de acervo, e do receio que uma série de conhecimentos seja perdida pela falta de recursos de preservação e outros investimentos. Lembrou, por exemplo, dos cargos públicos recentemente extintos, que vão impactar também o trabalho do Museu, lembrou da falta de manutenção de estudos e da possibilidade de desaparecimento de idiomas indígenas, da falta de rubrica de recursos significativos para os museus das universidades, e do desafio, a curto prazo, a respeito da regulamentação da biodiversidade de conhecimentos tradicionais e das lutas em defesa do sistema de ciência e tecnologia.

Alexander Kellner

O diretor do MN/UFRJ nasceu no Principado de Liechtenstein, entre a Áustria e a Suíça. Aos 4 anos, mudou-se para o Brasil e, em 1997, se  naturalizou brasileiro. Em 1982, iniciou seus trabalhos com ciência enquanto ainda estava na graduação. Graduou-se em Geologia (1985) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e concluiu dois mestrados: Geologia (1991), pela UFRJ, e em Geociências – Paleontologia (1994), na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Cursou o doutorado em Geologia – Paleontologia (1996) também na Universidade de Columbia e realizou estágio de pós-doutoramento no 9º Distrito do Departamento Nacional da Produção Mineral (9/DNPM), no Rio de Janeiro.

O foco de seus estudos são os vertebrados fósseis, pterossauros, dinossauros e crocodilomorfos. Revisou os pterossauros de depósitos brasileiros e realizou estudo inédito sobre as relações filogenéticas deste grupo. Entre as principais descobertas está o dinossauro Santanaraptor (1999), com músculos e vasos sanguíneos fossilizados, o pterossauro Thalassodromeus (2002), base para estudos sobre a fisiologia, e uma nova teoria sobre a competição entre aves primitivas e pterossauros (1994 – 2005). Publicou mais de 200 artigos em revistas científicas e livros, com destaque para Pterossauros - os senhores do céu do Brasil (Editora Vieira & Lent) e os romances Na terra dos titãs e Mistério sob o gelo, pela Editora Rocco.

Desde a década de 1990, Kellner já foi Chefe do Departamento de Geologia e Paleontologia do Museu Nacional, coordenador do Programa de Pós-graduação em Zoologia (PPGZoo/MN), membro da Congregação como representante eleito de professores assistentes, adjuntos e associados. Atualmente, é professor titular da instituição e membro da Academia Brasileira de Ciências.

Conheça o Museu Nacional da UFRJ

http://www.museunacional.ufrj.br/

Clécia Oliveira

UFRJ Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ
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