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No dia 10 de outubro, o Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ recebe Ailton Krenak e Suely Rolnik, dois dos mais influentes pensadores contemporâneos, para uma conversa sobre os perigos de nosso tempo e as possibilidades de resistir.

O fim do mundo mencionado no título do novo livro de Krenak parece se materializar nas diversas crises de cunho social, político, econômico e ecológico em curso. Mas o autor levanta o questionamento: e se esse for apenas o fim de um mundo fundado numa “abstração civilizatória” que nega a diversidade e a pluralidade das diferentes formas de vida? E se pudermos criar outros modos de “experimentar o prazer de estar vivo”, como propõe o autor?

A atenção aos outros mundos possíveis é também privilegiada no novo livro de Rolnik. Se, como sugere a autora, o capitalismo pode ser pensado como uma força que se impõe por meio da colonização de terras, povos e desejos, ela nos convida a buscar alianças que liberem a vida e o imaginário dessa clausura. Direcionar nossa atenção às forças de insurgência que persistem em meio à opressão, sugere Rolnik, já é começar a compor novas possibilidades de existir e resistir.

A conversa será mediada por Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, e acontecerá na sede da instituição (Av. Rui Barbosa, 762 – Flamengo), às 19h. Após o evento, haverá o lançamento dos livros “Ideias para adiar o fim do mundo”, de Ailton Krenak, e “Esferas da insurreição”, de Suely Rolnik, com sessão de autógrafos com os autores.

O evento é aberto a todos os interessados e não é necessário se inscrever previamente.

Sobre os palestrantes

Ailton Krenak é um indígena da etnia crenaque que atua há mais de três décadas no movimento indígena brasileiro, sendo considerado um de seus mais proeminentes líderes. É também ambientalista e escritor, além de lecionar na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), que lhe concedeu o título de Doutor Honoris Causa.

Suely Rolnik é psicanalista, Professora Titular da PUC-SP e Professora convidada do Mestrado Interdisciplinar em Teatro e Artes Vivas da Universidade Nacional de Colômbia. Sua investigação enfoca os regimes do inconsciente, suas políticas de subjetivação e suas formações no campo social, desde uma perspectiva teórica transdisciplinar e indissociável de uma pragmática clínico-política.

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