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Além do manuscrito do Hino Nacional (foto), a Escola de Música armazena outros 11 originais, entre eles os hinos da Bandeira, da Independência e da Proclamação da República | Foto: Bira Soares / Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

 

Documento original deve ficar em Belo Horizonte por três meses para a realização do restauro, além de integrar exposição sobre o bicentenário da Independência

Na última terça-feira (19), a Escola de Música da UFRJ realizou uma cerimônia, no salão Leopoldo Miguez, para registrar o envio de 12 manuscritos de hinos brasileiros para a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais. A Banda Sinfônica da Polícia Militar do Rio de Janeiro participou do evento e executou quatro hinos: da Independência, da Proclamação da República, da Bandeira e o Hino Nacional. 

Os manuscritos serão cedidos à Secretaria de Cultura de Minas Gerais — que promoverá a exposição “Hinos da Liberdade” no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, entre os dias 26 de abril e 26 de maio. Em contrapartida pelo empréstimo dos documentos históricos, a Secretaria de Cultura se dispôs a restaurar o manuscrito do Hino Nacional, processo que deve levar cerca de três meses. 

Marcelo Jardim, vice-diretor da Escola de Música, destacou que a Escola é responsável pelo armazenamento de todos os originais dos hinos pátrios . “Isso é uma grande responsabilidade de todos nós, professores, técnicos, corpo administrativo da Escola de Música e também da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Temos a guarda de algumas relíquias do ponto de vista do Acervo Histórico Nacional”, disse. “Os hinos são considerados um dos principais símbolos pátrios junto com a bandeira nacional e são muito representativos para a nossa História”, completou.

 

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Professor André Cardoso (foto), da Escola de Música, é o responsável pela pesquisa histórica relacionada ao acervo de originais dos hinos pátrios. | Foto: Bira Soares / Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

 

André Cardoso, diretor da Academia Brasileira de Música, disse que a Escola de Música trabalha para que os manuscritos cheguem a outras cidades brasileiras. “Vai ser uma alegria muito grande que outros brasileiros possam ver esses documentos, ter essa relação que, para nós da Escola de Música, é tão íntima”.

Depois de ser exibido na capital mineira, os documentos devem seguir para Brasília onde também podem integrar uma exposição. Segundo Marcelo Jardim, as tratativas para levar os documentos em solo brasiliense ainda estão em curso. Há também a expectativa de que eles sejam apresentados ao público do Rio de Janeiro, mas ainda não há data marcada para que isso aconteça.

André Cardoso sinalizou também que o momento é representativo já que este ano marca o bicentenário da Independência do Brasil. “Este salão [Leopoldo Miguez] foi inaugurado em 1922, como uma das iniciativas de comemoração do centenário da Independência. Este salão é a casa desses hinos”, pontuou. 

 

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“Ter esses documentos aqui na UFRJ mostra o quão importante é a Universidade para o Brasil”, disse Tatiana Roque durante seu discurso. Na foto, da esquerda para a direita: Ronal Silveira, Tatiana Roque, Marcelo Jardim, Tamoio Athayde e André Cardoso. | Foto: Bira Soares / Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ

 

Tatiana Roque, que esteve no evento representando a reitoria, foi na mesma direção e disse que a restauração do manuscrito do Hino Nacional mostra a importância da UFRJ e das universidades públicas para o Brasil. “Esse é um momento de pensar no passado, mas também no futuro sobre o que queremos para o país”, afirmou.

Estiveram presentes na cerimônia: Ronal Silveira, diretor da Escola de Música, Marcelo Jardim, vice-diretor da Escola de Música, Tatiana Roque, coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, André Cardoso, professor da Escola de Música responsável pela pesquisa histórica relacionada à conservação dos manuscritos, e Tamoio Athayde, presidente da Funarte.

 

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