Aqueles que acreditam que a literatura é uma arte obsoleta para a juventude vão conhecer uma outra versão da história. O Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ vai receber e prestigiar a estreia de Clara Mello, escritora da novíssima geração. Aos 17 anos, ela lança o primeiro romance, A casa de Isabel, na segunda, 13 de dezembro, às 18h30, no Salão Dourado. 

O livro conta a história de dois amigos de infância que, ao compartilharem um carnaval na casa onde cresceram, revivem sentimentos e sensações de um tempo perdido. Eles refletem sobre felicidade, saudade, desejo e liberdade, temas que não só fazem parte de questionamentos da juventude, mas também de qualquer época da existência.

Nascida no Piauí, mas moradora do Rio de Janeiro desde muito pequena, Clara escreveu o primeiro livro aos oito anos, como um presente de dia dos pais para seu pai, o humorista João Cláudio Moreno. Encantado comAs maluquices do papai, Moreno resolveu publicá-lo de maneira independente.   Desde então, Clara continuou com o exercício da escrita, escrevendo diários e, posteriormente, o blog Avante com as letras, no qual ela publicava principalmente poesias.

"Um romance é um desafio maior, eu acredito. Mas A casa de Isabel surgiu naturalmente. Quando eu vi, já estava pronto o meu romance". É com essa naturalidade que, em entrevista ao Fórum, Clara descreve sua relação com a arte de escrever: "Meu interesse pela literatura surgiu desde tão pequena que eu nem me lembro de não me interessar. Meu pai, que é um apaixonado por livros, sempre me levava para passear em livraria, me presenteava com livros, acho que isso consolidou o meu interesse".

Ao ser perguntada sobre a relação de sua geração com a literatura, a escritora diz acreditar que novos meios eletrônicos, como a internet, democratizaram o acesso dos jovens à arte e possibilitaram que mais gente mostrasse os próprios trabalhos.
Segundo a autora, o desejo de escrever veio da paixão pela leitura. Fã de mestres como Clarice Lispector, Lygia Bojunga, Affonso Romano de Sant'anna, Érico Veríssimo e Cecília Meireles, Clara acredita que este é só o primeiro dos muitos romances que ainda virão.

Na sua casa, que descreve como "cheia de gente e arte", Clara vem montando uma biblioteca e se preparando para cursar a faculdade de Letras. O futuro promete uma carreira promissora para a jovem escritora. Vale a pena conferir seu trabalho e descobrir que a literatura continua se renovando com os novos talentos.

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Estagiária de Jornalismo do FCC/UFRJ

Edição: Zilda Martins

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