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Em entrevista, o prof. Carlos Vainer historiou o processo de retomada da posse do imóvel pela universidade, depois de 40 anos de disputas judiciais com o antigo ocupante. Ressaltou as péssimas condições de conservação em que as instalações foram devolvidas à UFRJ e lembrou que, por decisão judicial, a universidade foi designada fiel depositária dos bens deixados no local pelo antigo ocupante. A situação, ressalta o Coordenador do Fórum, causa grande transtorno, uma vez que retardam as ações que a universidade planeja adotar para recuperar e requalificar aquele espaço, a fim de destiná-lo ao uso pela cidade e pela instituição.

entrevista canecao o globo 05Foram informadas, ainda, a penhora judicial de vários itens deixados no imóvel, para quitação de dívidas trabalhistas decorrentes da má gestão pela empresa que ocupava ilegalmente o espaço da universidade, bem como a existência de áreas ainda lacradas pela justiça. Tanto a remoção dos cerca de 3 mil itens deixados no local (quase todos já higienizados e catalogados pelo Fórum) quanto o acesso às áreas lacradas do imóvel aguardam os procedimentos judiciais obrigatórios.

Outra iniciativa da universidade para reativação daquele importante espaço concluiu-se recentemente. A licitação feita para realização de obras de reforma do telhado selecionou a empresa que, conforme informações do Escritório Técnico da Universidade (ETU), assinará contrato no próximo dia 12 de dezembro de 2012.

O prof. Carlos Vainer explicou, também, os propósitos que orientam os projetos em debate na instituição para requalificação e usos dos espaços retomados pela UFRJ: "Há um consenso na universidade de que essa área deve ser um espaço público de arte e cultura, de que suas atividades devem ter um compromisso com a diversidade cultural, com a educação, com a formação de profissionais da área cultural.".

O Coordenador do Fórum ressaltou que considera aquele espaço "uma propriedade da universidade e um patrimônio da cidade", Entende que aquela área deve integrar uma rede de equipamentos públicos de arte e cultura. Por isso afirma que a universidade convidará amplos setores da sociedade para participar da gestão do novo espaço requalificado. Enfatizou que a universidade quer tornar o imóvel um espaço aberto à sociedade. Lembrou que tanto a antiga casa de espetáculos quanto a casa de jogos ilegal, ao lado, eram espaços privatizados e, portanto, fechados ao amplo acesso do público.

Foram informadas à reportagem algumas iniciativas que vêm sendo adotadas para estruturar o complexo de difusão científica, cultural e artística nos prédios retomados em articulação com a Casa da Ciência da UFRJ, já em atividade há mais de vinte anos. Nas instalações antes ocupadas pela casa de jogos começa a ser estruturada a Casa da Cultura, onde, entre atividades diversas, será sediado o Centro Interuniversitário de Memória, que acolherá e disponibilizará acervos de importantes autores e artistas, como é o caso, agora, do acervo de Augusto Boal.

Ao final da visita, o Prof. Vainer colocou a UFRJ à disposição d´O Globo sempre que sua intenção for informar a opinião pública. Também convidou a jornalista a produzir reportagens sobre as atividades artísticas, culturais e científicas da UFRJ. Veja o vídeo da entrevista.

 

Foto: Bira Soares

 Foto: Bira Soares

Fonte: CoordCom/UFRJ

Fotografia: Bira Soares

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