CNV cinco anos depois 13.12

No dia 10 de dezembro de 2014, a Comissão Nacional da Verdade (CNV) encerrou seus trabalhos e tornou público seu relatório final. Apesar de suas limitações, o documento trazia dezenas de recomendações de políticas públicas orientadas para aprofundar a democracia e garantir a não-repetição de violações de direitos humanos.

Cinco anos depois, vivemos em um contexto muito distinto, marcado pelo avanço e pela consolidação de um discurso público de legitimação e apologia à tortura e à ditadura, que pode ser caracterizado como uma forma de negacionismo. Esse novo momento traz desafios importantes para aqueles que militam, pesquisam e atuam na promoção dos direitos à memória, à verdade, à justiça e à reparação.

O evento se propõe a discutir como o relatório da CNV pode servir de base para enfrentarmos esses desafios. A proposta é que sejam debatidas estratégias de combate ao negacionismo a partir de temas como ensino de história, lugares de memória e museus, história pública e divulgação científica.

O debate, realizado na data dos 51 anos do AI-5, representa também a retomada dos trabalhos da Comissão da Memória e da Verdade da UFRJ. Neste novo momento, a Comissão pretende se afirmar cada vez mais como um espaço de articulação entre os diversos atores que lutam por memória, verdade e justiça e contra o autoritarismo de ontem e de hoje.

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