Projeto Fórum Instrumental: O saxofonista Leo Gandelman se apresenta no Teatro de Arena, em 1998. Acervo do Fórum de Ciência e Cultura/Eneraldo Carneiro
Com o intuito de humanizar e enriquecer a experiência universitária, a então coordenadora do Fórum, Myrian Dauelsberg, implantou o Projeto Arte e Cultura, que abrangeu artes cênicas, música popular, instrumental e erudita, entre outras linguagens artísticas. Paralelamente aos grandes nomes apresentados no Fórum, abriu-se espaço para os novos valores, para a discussão sobre políticas educacionais, governamentais e científicas. A gestão também promoveu importantes obras de restauração do Palácio Universitário.
Lançado em 1994, o projeto Educação tinha o objetivo de acompanhar criticamente as políticas públicas na área educacional aplicadas no Brasil. Realizado em conjunto com a Faculdade de Educação, o projeto reuniu nomes expressivos do cenário nacional dentro do campo da Educação, sob coordenação da pesquisadora Maria Alice Fonseca.
Lançada em 1995, a série tinha como objetivo debater temas que permitissem uma abordagem interdisciplinar. Especialistas de várias áreas do conhecimento se reuniam em mesas redondas bimestrais. ‘A memória’, ‘Ética e patente de organismos biológicos’ e a ‘Aprendizagem e a herança genética’ foram alguns exemplos de mesas realizadas durante a série Debates científicos.
Na série Encontro com personalidades, o Fórum convidou políticos, intelectuais, artistas e grandes nomes do cenário cultural brasileiro, para debates informais com os estudantes da UFRJ, discutindo temas importantes para o país. Um desses convidados foi o então senador Darcy Ribeiro, que foi ao Fórum falar sobre brasilidade.
O Fórum Instrumental foi criado em 1997, com o objetivo de estimular a música instrumental no Rio de Janeiro e ocupar o Teatro de Arena do Palácio Universitário, praticamente desativado desde 1980. Apresentaram-se nomes como Flávio Venturini, Torcuato Mariano, Márcio Montarroyos, Claudio Dauelsberg, Délia Fisher, Leo Gandelman, Zélia Duncan e Paulinho Moska.
O projeto Tem criança no jardim, lançado em 1997, surgiu da necessidade de oferecer às famílias um espaço de lazer durante as tardes de domingo. Oficinas de acrobacia, origami, artes plásticas, música e teatro destinadas ao público infantil eram organizadas nos jardins do Palácio Universitário, permitindo que os responsáveis assistissem às demais atrações propostas pelo Fórum.
O 1º Festival de workshops foi uma consequência do sucesso do projeto Fórum Instrumental iniciado em outubro de 1997. Os workshops aconteciam sempre antes de cada espetáculo do Fórum Instrumental, promovendo atividades educativas e de valorização da música instrumental. Participaram do projeto músicos como Carlos Malta, Robertinho Silva, Victor Biglione, Marcio Montarroyos, Claudio Dauelsberg, Arthur Maia, Marco Suzano, entre outros.
Com a chegada da internet, a indústria da música passou por uma fase cercada de incertezas. Durante o tempo em que o projeto Fórum Instrumental existiu, aconteceram vários debates a respeito do futuro da música, que tiveram a participação de músicos, representantes de gravadoras e estúdios de gravação.
Realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro, o projeto Teatro nas universidades levou ao Fórum peças como Paixão (protagonizada pela atriz Nathalia Timberg), A teus pés (de Aracy Cardoso), Sermão da quarta-feira de cinzas (com Pedro Paulo Rangel), Uma história de borboleta (com Ricardo Blat) e Desafinando o coro dos contentes, um tributo ao poeta Torquato Neto, de Sady Bianchin.
O Circuito de Arte Universitária foi uma iniciativa que reuniu o Fórum, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (SINTUFRJ), o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e a Prefeitura da UFRJ. Sua proposta era dar visibilidade e estimular a produção cultural gerada no âmbito do cotidiano universitário. O grupo de rock brasileiro Blitz e a cantora e compositora Bia Bedran foram alguns dos convidados que integraram o circuito.
Lançado em 1995, o Happy Hour no Laguinho proporcionava momentos de confraternização da comunidade universitária, acontecendo sempre nas últimas quintas-feiras de cada mês. Grandes nomes da música instrumental brasileira se apresentaram no projeto, como Toninho Horta e Raul Mascarenhas, além de grupos universitários como o Acorda Bamba.
Com a restauração do Salão Dourado, o espaço passou a sediar apresentações de recitais e concertos de câmara. Daí surgiram Os saraus do Salão Dourado, projeto que levou grandes artistas nacionais e internacionais ao Fórum, como o pianista Arthur Moreira Lima, a Orquestra Francesa de Violoncelos e o Duo Santoro.
“Quem canta reza duas vezes”. Esta famosa frase de Santo Agostinho pode nos dar ideia da importância e lindeza deste projeto para a comunidade.
Criada em 1994, a COPEA tinha o objetivo de promover áreas e temas de pesquisa de grande relevância e atualidade, com a colaboração de diferentes unidades e departamentos. Eram organizados ciclos temáticos de conferências sobre diversos assuntos, com especialistas nacionais e internacionais.
O projeto Tribuna livre, lançado em 1996, levou ao Fórum os candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro nas eleições daquele ano. Os políticos apresentaram suas propostas de governo e debateram com a comunidade universitária, gerando novas propostas e projetos.
O projeto Dança no Fórum contou com a participação de importantes nomes do cenário nacional e internacional, com apresentações da companhia russa Ballet Kirov, do Ballet Les Nomame, da Companhia Folclórica do Rio-UFRJ e da Companhia de Dança Contemporânea da UFRJ.
Durante a gestão de Myrian Dauelsberg, foram realizadas importantes obras de restauração no Palácio Universitário. Passaram por processo de restauro o Salão Dourado (foto), a Capela São Pedro de Alcântara, o gabinete do reitor, o telhado e a parte elétrica interna do palácio. Foi recuperada, ainda, parte do precioso acervo do Fórum presente no Salão Vermelho: mobiliário de época, lustres e tapetes “Savonnerie”.
O início do projeto NCEnet, inaugurando o acesso direto da UFRJ à Internet, foi marcado pelo seminário Internet: significados e potenciais, sob a coordenação dos professores Fernando Manso e Maria Lúcia Aragão. O projeto era dirigido principalmente aos funcionários da UFRJ, com o objetivo de mostrar o seu empenho em ampliar o potencial de comunicação.
Cerimônia que marcou o início da construção da Vila Olímpica na Universidade – 21/09/1996 – Da dir. para a esq.: Paulo Alcântara (Reitor), Edson Arantes do Nascimento, o Pelé (Ministro dos Esportes), Ronaldo César Coelho (Presidente do comitê Olímpico Brasileiro) e Carlos Arthur Nuzman (Presidente do Comitê Olímpico Brasileiro) | Acervo da Coordcom/UFRJ
Em 1994, foi eleito em primeiro turno o presidente Fernando Henrique Cardoso que, ainda no governo anterior como ministro da fazenda, desenvolveu uma política econômica alicerçada em uma matriz neoliberal de desenvolvimento, diminuindo os investimentos públicos nas áreas educacionais, culturais e científicas e adicionando de forma progressiva o setor privado para o fomento nessa área.
De 1994 a 1998, o Fórum Ciência e Cultura tem como presidente o professor e reitor Paulo Gomes e na coordenação a professora Myrian Dauelsberg, que implementou uma política de organização e aproximação da comunidade universitária, criando uma comunicação mais eficiente entre suas unidades, como também entre a universidade e a sociedade.
Presidente
Reitor Paulo Alcântara Gomes
Acervo do Fórum de Ciência e Cultura/Eneraldo Carneiro
Paulo Gomes é graduado em Física (1966) e Engenharia Civil (1967), ambas pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Doutor em Engenharia também pela UFRJ (1977). Começou sua carreira no Magistério como professor substituto (1970). Foi diretor do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE) (1978 – 1982). Membro titular da Academia de Engenharia de Portugal e Academia Pan-Americana de Engenharia (2001). Recebeu a Medalha da Ordem do Mérito Científico do Governo Brasileiro, por suas contribuições relevantes à ciência nacional.
Coordenadora
Myrian Dauelsberg
Foto:Eneraldo Carneiro/Forum de Ciência e Cultura
Myrian Dauelsberg é pianista, doutora em Musicologia pela Sorbonne de Paris e aperfeiçoou-se na Europa no Conservatoire National de Paris com Vlado Perlemuter. Fez cursos em Viena com Bruno Seidlhofer na Accademia Chigiana (Itália), Carlo Zecchi e Lorenzi e inúmeras turnês na Europa e USA com o Duo Dauelsberg (piano e violoncelo). Professora titular da Escola de Música da UFRJ, foi diretora da Sala Cecília Meireles e membro de diversos Conselhos de Cultura e Chefe de Gabinete do Ministério de Educação, Cultura e Desportos (1980). Entre as condecorações que recebeu, está a da Ordem do Rio Branco e L’Ordre des Arts et des Lettres (França). Em 1998 foi escolhida pelo Conselho Nacional de Mulheres do Brasil como uma das 10 mulheres mais importantes do ano pelo seu trabalho em prol da música clássica no Brasil.
Relatório de gestão – 1995
Relatório de gestão – 1996
Relatório de gestão – 1997
Museu Nacional
Janira Martins Costa – Diretora até 1997
Luiz Fernando Dias Duarte
Editora UFRJ
Heloisa Buarque de Hollanda – Diretora até 1997
Yvone Maggie
Biblioteca Central – SiBI
Dolores Rodriguez Perez – Diretora até 1995
Mariza Russo – Diretora
Superintendente Administrativa
Elizabeth Queiroz
Superintendente Cultural
Maria Lúcia Poggi de Aragão
Assessora de Projetos Acadêmicos
Maria Alice Fonseca
Projetos Especiais
Vera de Paula, Thales Pontes Luz, Maria Lucia Chequer Houaiss, Marluce da Silva Baruki e Paulo Roberto Freitas
Departamento de Eventos
Maria Dias – Diretora de Produção
Marise Lima – Produtora Artística
Departamento de Divulgação e Documentação
Geralda Alves – Assessora de Imprensa
Jonathas Costa – Diretor de Fotografia
Bira Soares
Assessora de Gabinete
Marisa Lobão
Chefe de Cerimônia
Jehovah de Arruda Câmara
Ombudsman
Esther Ham Benzecry
Maria da Assunção C. Rodrigues – Secretaria
Departamento Administrativo
Maria Fernanda Marques Lamego – Chefe de Secretaria
Valderez Pires de Castro – Secretária Executiva
Maria Catarina Ruiz Ribeiro
Departamento de Finanças
Lilian Rocha Faria – Chefia
Luis Antônio Guimarães da Silva
Samuel Ponce de Freitas
Informática
Antonio Carlos de Souza Costa
Murilo Belizario do Nascimento
Samuel Ponce De Freitas
Programação Visual
César Penna
Departamento do Restauro
Marisa Hoisch Bianchi de Figueiredo – Arquiteta Responsável
Ana Maria Lopes Maia – Secretária Executiva
Carlos Pereira da Silva e Luiz Fernando da Cruz dos Santos – desenhistas
Departamento de Compras
Walter Gomes Krause – Chefia
Barbara Bittencourt Vasques
Alcino da Silva, a partir de 1996
Departamento de Pessoal
Solange Perosini B. dos Santos – Chefia
Reprografia
Alcino da Silva, até 1995
José Márcio Lopes
Telefonia
Olinda Moreira Renovato
Paulo Cesar Rodrigues da Silva
Manutenção do Prédio
Genildo de Lima da Silva – Chefia, até 1995
Nelson Costa Pinheiro – Chefia, a partir de 1996
Edilson Leocádio da Silva
Geraldo Gomes Barbosa
Ildeu Eduardo Alves
João Maria Gonçalves
Jocimar Barcelos da Silva
José Carlos Januário
Levi Leocádio da Silva
Manoel Marinho da Silva
Marcos de Sousa Paula
Portaria
César Augusto F. dos Santos
Estagiários
Produção: Tatiana Crespo de Menezes, Denise Mitie Fukuda, Carla Dieguez e Pedro Souza Bittencourt, até 1995, André Neves dos Reis, a partir de 1996 e Danielle Dantas, a partir de 1997
Divulgação: Renata de Paula C.M. Lima e Heiddy Cecília Guerra Herrera
Programação Visual: Max Carvalho
Restauração: Ana Paula Oliveira Motta, Ana Valeria Nóbrega de Senna Oliveira, Fernanda Lopes Ferreira, Renata Rose da Silva Pereira, Leonardo Vieira de Almeida, Alexandre de Castro Sirotheau e Marisson Veiga Pereira, até 1995 e Ana Paula Oliveira Motta, a partir de 1996.
Equipe de Apoio
Carmem Belém, Orlando Rosa, Luiz Dias, Paulo Cruz, Cezar Romério, Vera Lúcia Sobral, Jair Soares Júnior, Silvestre Vale Ferreira, Jonas Freitas de Paula, José Francisco da Silva, Rafael P. da Conceição e Edeilson da Silva Dias
Leia o relatório de gestão de Myrian Dauelsberg.